sábado, 31 de março de 2012

JOÃO E O PÉ DE FEIJÃO

Era uma vez um menino chamado João , que vivia com sua mãe, uma pobre viúva, numa cabana bem longe da cidade. 
Um dia, a mãe de João disse:
- Joãozinho, acabou a comida e o dinheiro. Vá até a cidade e venda a nossa vaquinha, o único bem que nos resta. 
João  foi para a cidade e, no caminho, encontrou um homem que o convenceu a trocar a vaquinha por sementes de feijão. O homem disse: 
- Com estas sementes de feijão jamais passarão fome. - João acreditou e trouxe as sementes para casa. Quando a mãe de João viu as sementes, ficou furiosa. Jogou tudo pela janela. 
Na manhã seguinte, João levantou com muita fome e foi até o quintal. Ficou espantado quando viu uma enorme árvore que ia até o céu. Nem chamou sua mãe. Decidiu subir pelo pé de feijão até chegar a copa.
João ficou maravilhado ao encontrar um castelo nas nuvens e quis vê-lo de perto. 
De repente, uma mulher enorme surgiu de dentro do castelo e o agarrou:
- O que faz aqui, menino? Será meu escravo. Mas o Gigante não pode saber, por isso, vou escondê-lo. Se ele ver você, com certeza vai comê-lo.
O Gigante chegou fazendo muito barulho. A mulher havia escondido João num armário. O Gigante rugiu:
- Sinto cheiro de criança! E farejou em todos os cantos à procura de uma criança que estivesse escondida ali.
A mulher adiantou-se e respondeu para o gigante: 
- Este cheiro é da comida que irei servi-lo. Sente-se à mesa, meu senhor.
O Gigante comeu o saboroso alimento. Depois, ordenou à sua uma galinha prisioneira que pusesse um ovo de ouro, e a uma harpa  que tocasse uma bela melodia. Então, o Gigante adormeceu em poucos minutos.
Vendo que a mulher havia se esquecido dele, João  saiu do armário e, rapidamente, libertou a galinha e também a harpa.
Mas a galinha cacarejou e a harpa fez um som estridente. Por isso, o Gigante despertou.
Com a galinha debaixo do braço e a harpa na outra mão, João correu e o Gigante foi atrás dele.
João chegou primeiro ao tronco do pé de feijão e deslizou pelos ramos. Quando estava chegando ao chão, gritou para sua mãe, que o esperava:
- Mamãe, vá buscar um machado, tem um Gigante atrás de mim!
Com o machado, João cortou o tronco, que caiu com um estrondo. Foi o fim do Gigante. E todas as manhãs, a galinha põe ovos de ouro e a harpa toca para João e sua mãe que viveram felizes para sempre e nunca mais sentiram fome.


Fonte: Texto de Roberto Belli. Histórias Encantadas.
Editora BrasilLeitura.









ALI BABÁ E OS 40 LADRÕES

Era uma vez um jovem chamado Ali Babá . Ele viajava pelo reino da Pérsia levando e trazendo notícias  para o Rei. Numa das viagens, enquanto descansava, ouviu vozes. Subiu numa árvore e viu 40 ladrões diante de uma enorme pedra. Um dos ladrões adiantou-se e gritou:
- Abra-te Sésamo!
A enorme pedra se moveu, mostrando a entrada de uma caverna. Os ladrões entraram e a pedra se fechou.
Quando os ladrões saíram, Ali Babá resolveu experimentar, e gritou para pedra:
- Abra-te Sésamo!
A pedra se abriu e Ali Babá entrou na caverna. Viu um imenso tesouro com pedras preciosas e ouro. Ele carregou o que pôde no seu cavalo  e foi embora.
Ali Babá foi direto ao palácio pedir a filha do sultão em casamento, por quem estava apaixonada há muito tempo.
Quando o Sultão viu o dote, aceitou imediatamente. Ali Babá ficou muito feliz e resolveu contar para todos que ia se casar.
Ali Babá precisava comprar um palácio para a sua Princesa.
Voltou à pedra e falou:
- Abra-te Sésamo!
Um dos ladrões estava escondido e viu Ali Babá sair da caverna carregado.
O ladrão foi contar para os outros e decidiram pegá-lo.
Com as jóias, Ali Babá comprou um palácio para sua amada e avisou a todos que daria uma festa no dia do seu casamento. Os ladrões, sabendo da festa, enfiaram-se dentro de tonéis de vinho vazios para atacar  Ali Babá à meia-noite, quando estivesse dormindo.
A festa foi tão alegre que o vinho acabou. Ali Babá, foi à adega verificar se havia mais vinho e, sem querer, escutou um sussurro:
- Já deu meia-noite? - Disse um dos ladrões.
- Já, mas esperem a festa acabar! Aí vamos pegar aquele que está usando o nosso tesouro.
Então, Ali Babá voltou para a festa e disse:
- O vinho estragou e preciso de ajuda para levá-lo daqui.
Alguns guardas ajudaram a levar os tonéis até um despenhadeiro.
- Vamos jogá-los lá embaixo. - Disse Ali Babá. Ao perceber que iam ser jogados, os 40 ladrões se entregaram para os guardas.
Com os ladrões presos, Ali Babá ficou com o tesouro durante toda a vida. Ele e a Princesa viveram felizes para sempre.

Fonte: Texto de Cristina Marques e Roberto Belli. Histórias Encantadas.
Editora BrasilLeitura.

ALADIM

Era uma vez um velho tecelão, que tentava de todas as maneiras ensinar o ofício ao seu filho, Aladim. Mas Aladim não estava interessado. Um dia, o tecelão adoeceu e morreu.
Dias depois, um Mercador chegou à procura do pai de Aladim.
- Meu pai está morto. Disse Aladim ao Mercador.
O Mercador chorou diante dos amigos de Aladim.
- E sua mãe, como está? Tenho aqui algumas moedas de ouro para ela! Disse o Mercador.
O Mercador deu as moedas para a mãe de Aladim e disse:
- Levarei o rapaz e vou fazer dele um grande comerciante.
A mãe, vendo que o homem era bondoso, concordou.
O Mercador levou Aladim até o pé de uma montanha e mostrou-lhe uma caverna.
- Ali existe um tesouro que será seu. Disse o mercador.
- Ache uma velha lâmpada  para mim e ficarei satisfeito.
Aladim desceu por uma corda . Lá dentro viu o grande tesouro e ficou maravilhado. Encheu os bolsos com jóias e brilhantes , achou a lâmpada do Mercador e voltou. Mas o Mercador já havia retirado a corda.
- Primeiro dê-me a lâmpada. Disse o Mercador.
- Não! Nada feito! Disse Aladim.
O Mercador, raivoso, transformou-se em um bruxo e rogou uma praga, trancando Aladim na caverna.
Aladim ficou sozinho no escuro. Sem querer, esfregou a lâmpada e um Gênio apareceu.
- Agora, você é meu amo. Peça o que quiser! Surpreso com o Gênio, disse:
- Quero ir para casa! Num instante, Aladim estava em casa.
Alegre, contou para a sua mãe, que com a ajuda do Gênio fez um banquete para comemorar.
Um dia, Aladim viu passar a filha do Sultão e ficou apaixonado. Foi até o palácio e o ministro do Sultão disse:
- A Princesa merece quarenta baús cheios de jóias! Aladim, então, pediu ao Gênio aquela fortuna. Depois entregou tudo ao Sultão, que, admirado por ver tantas jóias, aceitou.
Casaram-se e foram morar num palácio.
O Bruxo, vendo Aladim rico e casado com uma princesa, quis se vingar. Disfarçou-se de vendedor de lâmpadas e foi até o palácio.Chamou a Princesa e ofereceu a ela lâmpadas novas em troca das velhas.
A Princesa, então, trocou a lâmpada de Aladim. O Bruxo pegou-a e fez o Gênio aparecer. Ordenou que o palácio fosse dele e a Princesa ficasse sua prisioneira. O Gênio obedeceu.
Quando Aladim voltou, viu um portão imenso e guardas que não o deixaram entrar no palácio. Deu a volta no castelo e viu a Princesa na janela. Ela contou o que aconteceu e Aladim disse:
- Hoje, durante o jantar, ponha sonífero no vinho do Bruxo. A Princesa fez isso e o Mercador adormeceu.
Ela pegou a lâmpada , esfregou e depois ordenou ao Gênio:
- Deixe tudo como antes e mande o Bruxo para bem longe, na África.
Muito feliz, Aladim deu uma grande festa no seu castelo. E viveram felizes todos os anos de suas vidas.


Fonte: Texto de Cristina Marques e Roberto Belli. Histórias Encantadas.
Editora BrasilLeitura.



quinta-feira, 29 de março de 2012

A PRINCESA E O SAPO

Era uma vez uma bondosa Princesa muito bonita, de cabelos longos e louros que vivia num reino muito distante.
Um dia, sem querer, a Princesa deixou cair uma bola dentro de um lago. Pensando que a bola estivesse perdida,  começou a chorar.
- Princesa, não chore. Vou devolver a bola para você. - disse um Sapo.
- Pode fazer isso? - perguntou a Princesa.
- Claro, mas só farei em troca de um beijo.
A Princesa concordou. Então o Sapo apanhou a bola, levou-a até os pés da Princesa e ficou esperando o beijo. Mas, a Princesa pegou a bola e correu para o castelo. O Sapo gritou:
- Princesa, deve cumprir sua palavra!
O Sapo passou a perseguir a Princesa em todo lugar. Quando ia comer, lá estava o Sapo pedindo a sua comida. O Rei, vendo sua filha emagrecer, ordenou que pegassem o Sapo e o levassem de volta ao lago.
Antes que o pegassem, o Sapo disse ao Rei:
- Ó, Rei, só estou cobrando uma promessa.
- Do que está falando, Sapo? Disse o Rei, bravo.
- A Princesa prometeu dar-me um  beijo depois que eu recuperasse uma bola perdida no lago.
O Rei, então, mandou chamar a filha.
O Rei falou à filha que uma promessa real deveria ser cumprida.
Arrependida, a Princesa começou a chorar e disse que ia cumprir a palavra dada ao sapo.
A princesa fechou os olhos e deu um beijo no Sapo, que logo pulou ao chão. Diante dos olhos de todos, o Sapo se transformou em um belo rapaz com roupas de príncipe.
Ele contou que uma bruxa o havia transformado em sapo e somente o beijo de uma donzela acabaria com o feitiço.
Assim, ele se apaixonou pela Princesa e a pediu em casamento. A  Princesa aceitou.
Fizeram uma grande festa de casamento, que durou uma semana inteira. A Princesa e o Príncipe juntaram dois reinos e foram felizes para sempre.

Fonte: Texto de Cristina Marques e Roberto Belli. Histórias Encantadas.
Editora BrasilLeitura.

A PEQUENA SEREIA

Era uma vez uma jovem Sereia que gostava de tomar sol sentada em uma rocha. Um dia ela viu um lindo príncipe por quem se apaixonou.
Mas seu pai o rei dos mares lhe disse:
- Minha filha você não pode amar um humano, você é uma sereia! Veja, você tem cauda, os humanos têm pernas!
A Pequena Sereia então foi procurar a bruxa do mar e pediu:
- Por favor eu quero ter pernas!
A bruxa aceitou realizar o encanto, mas em troca queria a linda voz da Pequena Sereia.
A Pequena Sereia estava tão apaixonada que concordou com a bruxa.
Tomou a poção mágica e desmaiou, quando acordou estava na praia, o lindo príncipe encontrou-a e fez dela sua amiga.
Mas a Pequena Sereia estava muda, não podia falar do seu amor. Um dia soube que ele iria se casar, resolveu visitar o príncipe, enquanto ele dormia , para se despedir, chorou e não teve coragem de deixá-lo.
O casamento era com a bruxa disfarçada, mas por acidente quebrou-se a joia que a bruxa levava no pescoço, quebrando, assim o encanto.
A bruxa voltou à sua forma e a voz da Pequena Sereia foi recuperada.
Feliz, a Pequena Sereia pode contar toda a sua história ao príncipe, que vendo tanto amor resolveu se casar com ela. Casaram-se e foram felizes para sempre.


Fonte: Texto de Cristina Marques e Roberto Belli. Histórias Encantadas.
Editora BrasilLeitura.



PINÓQUIO

Certa vez um velho carpinteiro chamado Gepeto fez um boneco de madeira. Deu-lhe o nome de Pinóquio. De repente o boneco criou vida. Gepeto ficou muito feliz, agora tinha um filho.
Gepeto queria fazer de Pinóquio um menino educado. Colocou-o na escola. Mas Pinóquio fugiu e foi divertir-se no teatro de bonecos.
O dono do teatro queria ficar com Pinóquio, mas ele chorou tanto que o homem deu-lhe umas moedas e o deixou partir.
Na volta para casa encontrou dois ladrões. Apesar dos conselhos do Grilo Falante, seguiu com eles e foi roubado. Pinóquio, triste, resolveu voltar para casa e obedecer Gepeto.
No caminho um passarinho avisou  que Gepeto foi procurá-lo no mar. Ele ia ao encontro de Gepeto quando viu umas crianças que se dirigiam ao País da Alegria. Pinóquio foi com elas.
Estava brincando quando percebeu que estava  se transformando em um burro.
Chorou arrependido. Uma fada apareceu e desfez o encanto. Mas avisou:
- Toda a vez que mentir seu nariz vai crescer!
Chegando ao mar, Pinóquos io e o grilo foram procurar Gepeto. Apareceu uma baleia e os engoliu. Lá dentro encontraram Gepeto. Quando a baleia abriu a boca de novo, eles fugiram.
Chegando em casa, a fada recompensou a coragem de Pinóquio, transformando-o num menino de verdade. Pinóquio  e Gepeto foram muito felizes.


Fonte: Texto de Cristina Marques. Histórias Encantadas.
Editora BrasilLeitura.

PETER PAN

Todas as crianças crescem. Peter Pan não. Ele mora na Terra do Nunca e junto com a fada Sininho foi visitar seus amigos: Wendy, João e Miguel.
Peter levou-os para conhecer a Terra do Nunca. Com a mágica de Sininho eles saíram voando.
Avistaram o barco pirata, a aldeia dos índios e a morada dos meninos perdidos.
O Capitão Gancho viu Peter Pan e seus amigos voando e  resolveu atacá-los.
Peter Pan salvou Wendy antes que ela caísse no chão.
Os meninos perdidos moravam dentro de uma árvore oca. Wendy contou linda histórias. Ela gostou dos meninos.
Um dia o Capitão Gancho raptou a princesa dos índios, mas Peter Pan apareceu para libertá-la.
O Capitão Gancho fugiu e o crocodilo Tic-Tac quase o engoliu, mas ele escapou.
Mas o Capitão Gancho não desistiu. Desta vez capturou os meninos perdidos.
Levou-os para o barco pirata, de lá eles seriam jogados ao mar. Mas Peter Pan veio salvar seus amigos.
Lutou com o Gancho e o derrubou.
De volta ao lar, Wendy pediu que Peter Pan ficasse com eles. Peter Pan disse não, ele preferiu a Terra do Nunca. Assim ele nunca cresceria e poderia brincar com todas as crianças sempre.


Fonte: Texto de Cristina Marques. Histórias Encantadas.
Editora BrasilLeitura.

A BELA E A FERA

Era uma vez um comerciante que morava com sua filha, uma moça tão bonita que o seu nome era Bela.
Voltando de uma viagem, o comerciante viu um castelo com um lindo jardim cheio de flores. Resolveu levar uma  rosa para Bela.
Quando ele colheu a rosa daquele jardim, uma Fera apareceu e disse:
- Você não devia mexer no meu jardim, por isso vai ser meu prisioneiro!
O comerciante respondeu:
- Perdão senhor, era um presente para minha filha! Mas a Fera não queria saber, estava furiosa.
O comerciante então, pediu para Fera deixar ele se despedir de sua filha.
Chegando em sua casa chorou, porque sua filha ficaria sozinha no mundo.
Bela então disse:
- Papai, deixe-me ir com você, quero falar com a Fera.
- Não adianta, minha filha! Disse o comerciante. Mas Bela tanto insistiu que o pai levou-a com ele.
Chegando no castelo, Bela disse para Fera:
- Deixe meu pai ir embora, ele está velho e doente, eu fico no lugar dele.
A Fera concordou e o pai de Bela muito triste foi embora.
Os dias passavam no castelo. E a Fera, mesmo sendo muito feia, era boa e gentil com Bela.
Liam livros juntos, conversavam e brincavam no jardim.
De tão amigos, a Fera deixou Bela ir visitar seu filho.
Quando Bela voltou, encontrou a Fera muito doente.
Bela assustada disse:
- Fera, não morra. Estou aqui! Eu te amo! E beijou o rosto da Fera.
No mesmo instante, começo  na Fera uma transformação. A Fera deixou de existir e em seu lugar surgiu um lindo príncipe.
O príncipe contou para Bela que uma bruxa o enfeitiçou e ele só voltaria ao normal com um beijo de amor.
Quebrado o encanto, o Príncipe e Bela se casaram e foram felizes para sempre.


Fonte: Texto de Cristina Marques. Histórias Encantadas.
Editora BrasilLeitura.

segunda-feira, 26 de março de 2012

A BELA ADORMECIDA

Quando a princesa Aurora nasceu, o Rei e a Rainha fizeram uma festa para o seu batizado e convidaram todas as fadas do reino. Cada fada presenteou a princesa com um dom: beleza, bondade, alegria, inteligência e amor.
De repente apareceu a bruxa Malévola, furiosa por não ter sido convidada para a festa. Disse para a rainha:
- Quando a princesa completar quinze anos espetará o dedo no fuso de uma roca e morrerá!
A Fada Flora que ainda não seu presente, conseguiu modificar o feitiço de Malévola dizendo:
- A princesa não morrerá, dormirá um sono profundo até que o beijo de um príncipe a desperte.
O rei ordenou que todas as rocas do reino fossem destruídas.
E pediu que as fadas protegessem a princesa.
A princesa crescia feliz, cada vez mais bela e amorosa.
No dia do seu aniversário de quinze anos ela resolveu dar um passeio sozinha.
Andando pelo palácio, encontrou uma escada que levava para a velha torre, subiu e lá encontrou uma roca.
Aproximou-se curiosa e ao tocá-la, espetou seu dedo no fuso da roca e caiu num sono profundo.
No mesmo instante, todos no castelo adormeceram. Com o tempo, uma imensa floresta cresceu ao redor do castelo.
Muitos anos depois, um Príncipe de um país vizinho, que ouvira falar da história da Bela Adormecida, resolveu, então, encontrar este castelo.
Corajoso, o Príncipe atravessou a floresta e achou o castelo. Entrou, e espantado viu que todos dormiam, até
os animais.
Subiu a escada da torre e encontrou a princesa. Em uma cama de ouro, dormia a mais linda jovem que ele tinha visto. O Príncipe ficou apaixonado e aproximando-se dela, beijo-a.
No mesmo instante, a Princesa Aurora despertou e com ela todo o reino. Poucos dias depois, a Princesa Aurora e o Príncipe se casaram e foram felizes para sempre.


Fonte: Texto de Cristina Marques. Histórias Encantadas.
Editora BrasilLeitura.

CINDERELA

Um senhor viúvo tinha uma filha a quem muito amava. Casou-se outra vez com uma viúva que tinha duas filhas. Quando ele morreu, sua filha ficou muito triste.
A madrasta e as filhas invejavam a beleza e a bondade da moça. Passaram a maltratá-la, ela passou a ser uma criada, chamavam-na de Cinderela. Cinderela fazia todo o serviço de casa. Chorava muito porque sentia-se só, sem ninguém que a amasse.
Um dia, o Rei resolveu dar um baile no palácio e convidou todas as jovens do reino, pois o Príncipe,esposa nesta ocasião, escolheria uma esposa. As filhas da madrasta passaram o dia provando vestidos para o baile.
Cinderela também queria ir ao baile, porém sua madrasta proibiu. Suas irmãs saíram, zombando da pobre moça.
Então apareceu a sua fada madrinha.
- Não chore! Ela disse para Cinderela.
- Você irá ao baile.
Com sua varinha mágica transformou suas roupas num traje maravilhoso. A Fada ainda transformou uma abóbora em uma linda carruagem, o gato em cocheiro e o rato num belo cavalo.
- Mas lembre-se, o encanto terminará à meia-noite. Disse a Fada.
Cinderela entrou no palácio e todos ficaram encantados com sua beleza. O Príncipe só dançou com ela.
Ao dar meia-noite, antes que terminasse o encanto, Cinderela foi embora. Ao correr perdeu seu sapatinho de cristal.
O Príncipe, que tinha se apaixonado por Cinderela, para achá-la, mandou  que provassem o sapatinho em todas as jovens do reino. Todas provaram, até as irmãs de Cinderela. Mas, quando Cinderela calçou o sapatinho, Surpresa! Serviu!!!
Cinderela e  o Príncipe se casaram e foram felizes para sempre.


Fonte: Texto de Cristina Marques. Histórias Encantadas.
Editora BrasilLeitura.

CHAPEUZINHO VERMELHO

Era uma vez uma menina conhecida como Chapeuzinho Vermelho. Um dia, sua mãe pediu que ela levasse uma cesta de doces para sua Vovó que morava do outro lado do bosque.
Caminhando pelo bosque, a menina encontrou o Lobo.
- Onde vai Chapeuzinho? Perguntou o Lobo.
- Vou a casa da Vovó levar uma cesta de doces. Respondeu Chapeuzinho.
- Muito bem, boa menina! Por que não leva flores também?
Enquanto Chapeuzinho colhia as flores, o lobo correu para casa da Vovó.
Bateu á porta e imitando a voz de Chapeuzinho Vermelho, pediu para entrar.
Assim que entrou, deu um pulo e devorou a Vovó inteirinha.
Depois, colocou a touca, os óculos e se cobriu , esperando Chapeuzinho.
Quando Chapeuzinho chegou, o Lobo pediu para ela chegar mais perto.
- Vovó, que orelhas grandes! Disse Chapeuzinho.
- É para te ouvir melhor! Disse o Lobo.
- Que olhos enormes, Vovó!
- É pra te ver melhor!
- Que nariz comprido!
- É pra te cheirar!
- E essa boca Vovózinha? Que grande!
- É pra te devorar!
Então o Lobo pulou da cama e correu para pegar Chapeuzinho.
Um caçador que passava perto da casa ouviu o barulho e foi ver o que era. O Lobo tentou fugir, mas o caçador atirou e matou o Lobo.
Chapeuzinho apareceu e disse que o Lobo havia engolido a Vovó.
O caçador abriu a barriga do e tirou a Vovó sã e salva.


Fonte: Texto de Cristina Marques. Histórias Encantadas.
Editora BrasilLeitura.

CACHINHOS DOURADOS E OS TRÊS URSOS

Era uma vez três ursos. Papai urso era grandão. Mamãe ursa era um pouco menor e o Bebê urso era bem pequenininho.
Papai urso tinha uma tigela de mingau grandona. A tigela da Mamãe ursa era um pouco menor e o Bebê urso tinha uma tigelinha. Mamãe ursa encheu as tigelas com mingau quente. Foram dar uma volta enquanto o mingau esfriava. Então, Cachinhos Dourados chegou e, não vendo ninguém. Entrou. Vendo o mingau, Cachinhos Dourados provou a tigela do Papai urso. Estava  muito quente. Aí, provou do mingau da tigela da Mamãe. Estava muito frio. Depois, provou  da tigela do Bebê urso. Hum! Estava uma delícia. Comeu tudo!
Cachinhos Dourados foi sentar na cadeira do Papai urso. Era muito alta. Depois, sentou na cadeira da Mamãe ursa. Era muito larga. Então, jogou-se na cadeira do Bebê urso, que quebrou toda.
Cachinhos Dourados ficou com sono e foi deitar-se na cama do Papai urso. Era muito dura. Depois, deitou-se na cama da Mamãe ursa. Achou macia demais. Então, deitou-se na cama do Bebê urso. Achou-a muito aconchegante. Aí, ela adormeceu.
Os três ursos voltaram com fome.
- Alguém comeu do meu mingau! Rosnou o Papai urso.
- Alguém comeu do meu mingau! Falou a Mamãe ursa.
- Alguém comeu do meu mingau! Disse o Bebê urso, e completou: - E comeu tudo!
Os três ursos viram que tudo estava fora de ordem.
- Alguém sentou na minha cadeira! Rosnou o Papai urso.
- Alguém sentou na minha cadeira! Reparou  Mamãe ursa.
- Alguém sentou na minha cadeira! Disse o Bebê urso, e completou: - E está toda quebrada!
No quarto, Papai urso rosnou:
- Alguém deitou-se aqui!
E a Mamãe ursa falou:
- Alguém deitou-se aqui!
E o Bebê urso disse:
- Alguém deitou-se aqui e ainda está deitada!
De repente, Cachinhos Dourados acordou e viu os três ursos à sua frente. Ficou tão assustada, que saiu correndo da casa. Nunca mais Cachinhos Dourados entrou na casa de outras pessoas sem avisar.


Fonte: Texto de Cristina Marques e Roberto Belli. Histórias Encantadas.
Editora BrasilLeitura.

BRANCA DE NEVE

Branca de Neve era uma princesinha de cabelos bem negros, pele branca como a neve e lábios vermelhos. Ela morava com sua madrasta, uma rainha muito vaidosa e má.
A Rainha tinha um espelho mágico. Todos os dias ela perguntava ao espelho:
- Espelho, espelho meu, existe alguém mais bonita que eu? O espelho respondia:
- Não, minha rainha, você é a mais bela.
Um dia, a rainha fez a mesma pergunta ao espelho, porém, a resposta foi diferente.
Ele disse:
- Minha Rainha, você é muito bonita, mas Branca de Neve é mais bela.
A Rainha enciumada com raiva, chamou o caçador e ordenou que levasse Branca de Neve para floresta e a matasse. Sem coragem de cumprir as ordens da rainha, o caçador falou: - Fuja, Branca de Neve! Não volte para o castelo, pois a rainha quer matá-la! Branca de  Neve assustada, correu.
Os animaizinhos da floresta ajudaram Branca de Neve chegar até uma clareira. Lá ela avistou uma casinha. Aproximou-se da casa e entrou.
Tudo era pequeno, parecia uma casa de bonecas. Provou da comida que estava nos pratos e como estava cansada, juntou as caminhas do quarto, deitou e dormiu. Era a casinha dos sete anões. Quando eles voltaram do trabalho, encontraram Branca de Neve dormindo. Ficaram surpresos e curiosos. Quem era ela? De onde veio? O mais velho pegou a lanterna e chegou perto.
Branca de Neve acordou e contou sua triste história. Os anões pediram que ela ficasse morando ali. Branca de Neve cuidava da casa, enquanto eles trabalhavam.
A Rainha descobriu  que Branca de Neve estava viva. Transformou-se em uma velha vendedora de frutas. Foi até a  casa dos anões e ofereceu uma maçã envenenada para Branca de Neve. Quando ela mordeu caiu desmaiada.
Quando os anões chegaram, viram Branca de Neve caída no chão. Choraram, pensando que ela tinha morrido. Por  ser tão bela, eles a colocaram num caixão de vidro, no meio da floresta.
Um Príncipe que passava por ali, aproximou-se. Viu Branca de Neve e por ela se apaixonou. Ela parecia dormir. Levantou a tampa do caixão e lhe deu um beijo.
Nesse momento, o encanto se quebrou e Branca de Neve despertou. Olhou para o Príncipe e sorriu.
Tempos depois casaram-se e foram felizes.

Fonte: Texto de Cristina Marques e Roberto Belli. Histórias Encantadas.
Editora BrasilLeitura.
BrancaDeNeve

sexta-feira, 23 de março de 2012

ELMER - O ELEFANTE XADREZ

Era uma vez uma manada de elefantes. Elefantes novos, elefantes velhos, elefantes altos, magros ou gordos. Elefantes assim, elefantes assado, todos diferentes, mas todos felizes e todos da mesma cor. Todos, quer dizer, menos o Elmer.
O Elmer era diferente.
O Elmer era aos quadrados.
O Elmer era amarelo e cor de laranja e encarnado e cor-de-rosa e roxo e azul e verde e preto e branco.
O Elmer não era cor de elefante.
Era o Elmer que mantinha os elefantes felizes. Às vezes era ele que pregava partidas aos outros elefantes, às vezes eram eles que lhe pregavam partidas. Mas quando havia um sorriso, mesmo pequenino, normalmente era o Elmer que o tinha causado.
Uma noite o Elmer não conseguia dormir; estava a pensar, e o pensamento que ele estava a pensar era que estava farto de ser diferente. “Quem é que já ouviu falar de um elefante aos quadrados”, pensou ele. “Não admira que se riam de mim.” De manhã, enquanto os outros ainda estavam meio a dormir, o Elmer escapou-se muito de mansinho, sem ninguém dar por isso.

Enquanto atravessava a floresta, o Elmer encontrou outros animais.
Todos eles diziam: “Bom dia, Elmer.” E de cada vez o Elmer sorria e dizia: “Bom dia.”
Depois de muito andar, o Elmer encontrou aquilo que procurava – um grande arbusto. Um grande arbusto coberto de frutos cor de elefante. O Elmer agarrou-se ao arbusto e abanou-o e tornou a abaná-lo até que os frutos terem caído todos no chão.
Depois de o chão estar todo coberto de frutos, o Elmer deitou-se e
rebolou-se para um lado e outro, uma vez e outra vez. Depois pegou em cachos de frutos e esfregou-se todo com eles, cobrindo-se com o sumo dos frutos, até não haver sinais de amarelo, nem cor de laranja, nem de encarnado, nem de cor-de-rosa, nem de roxo, nem de azul, nem de verde, nem de preto, nem de branco. Quando o acabou, Elmer estava parecido com outro elefante qualquer.
Depois o Elmer dirigiu-se de regresso à manada. De caminho voltou a passar pelos outros animais. Desta vez cada um deles disse-lhe: “Bom dia, elefante.” E de cada vez que Elmer sorriu e disse: “Bom dia”, muito satisfeito por não ser reconhecido. 
Quando o Elmer se juntou aos outros elefantes, eles estavam todos muito quietos. Nenhum deles deu pelo Elmer enquanto ele se metia no meio da manada.
Passado um bocado o Elmer sentiu que havia qualquer coisa que não estava bem. Mas que seria? Olhou em volta: a mesma selva de sempre, o meu céu luminoso de sempre, a mesma nuvem escura que aparecia de tempos em tempos, e por fim os mesmos elefantes de sempre. O Elmer olhou para eles.
Os elefantes estavam absolutamente imóveis. O Elmer nunca os tinha visto tão sérios. Quanto mais olhava para os elefantes sérios, silenciosos, sossegados, soturnos, mais vontade tinha de rir. Por fim não conseguia aguentar mais. Levantou a tromba e berrou com quanta força tinha: 
BUUU!
Com a surpresa, os elefantes deram um salto e caíram cada um para seu lado. “São Trombino nos valha!”, disseram eles, e depois viram o Elmer a rir perdidamente. “Elmer”, disseram eles. “Tem de ser o Elmer.” E depois s outros elefantes também se riram como nunca se tinham rido.
Enquanto se estavam a rir a nuvem escura apareceu, e quando a chuva começou a cair em cima do Elmer os quadrados começaram a aparecer outra vez. Os elefantes não paravam de rir enquanto o Elmer voltava às cores do costume. “Oh Elmer”, ofegou um velho elefante. “Já tens pregado boas partidas, mas esta foi a melhor de todas. Não levaste muito a mostrar as tuas verdadeiras cores.”
“Temos de comemorar este dia todos os anos”, disse outro. “Vai ser o dia do Elmer. Todos os elefantes vão ter de se pintar e o Elmer vai-se pintar de cor de elefante.”
E é isto mesmo que os elefantes fazem. Num certo dia do ano, pintam-se todos e desfilam. Nesse dia, se vires um elefante com a cor vulgar de um elefante, já sabes que deve ser o Elmer. 


Texto de David Mckee

              Livro - Elmer - O Elefante Xadrez

ADIVINHA QUANTO EU TE AMO

Era hora de ir para cama, e o Coelhinho se agarrou firme nas longas orelhas do Coelho Pai.
Ele queria ter certeza de que o Coelho Pai estava ouvindo.
- Adivinha quanto eu te amo - disse ele..
- Ah, acho que isso eu não consigo adivinhar - respondeu o Coelho Pai.
- Tudo isto - disse o Coelhinho, esticando os braços o mais que podia.
Só que o Coelhinho Pai tinha os braços mais compridos. E disse:
- E eu te amo tudo isto!
Hum, isso é um bocado, pensou o Coelhinho.
- Eu te amo toda a minha altura - disse o Coelhinho.
- Eu te amo toda a minha altura - disse o Coelho Pai.
Puxa, isso é bem alto, pensou o Coelhinho. Eu queria ter braços compridos assim.
Então o Coelhinho teve uma boa ideia. Ele se virou de ponta-cabeça, apoiando as patinhas na árvore.
- Eu te amo até as pontas dos dedos dos meus pés!
- E eu te amo até as pontas dos dedos dos teus pés - disse o Coelho Pai, balançando o filho no ar.
- Eu te amo a altura do meu pulo! - riu o Coelhinho, saltando para lá e para cá.
- Eu te amo toda a estradinha daqui até o rio - gritou o Coelhinho.
- Eu te amo até depois do rio, até as colinas - disse o Coelho Pai.
É uma bela distância, pensou o Coelhinho.
Ele estava sonolento demais para continuar pensando.
Então ele olhou para além das copas das árvores, para a imensa escuridão da noite. Nada podia ser maior que o céu.
- Eu te amo ATÉ A LUA! - disse ele, e fechou os olhos.
- Puxa, isso é longe - disse o Coelho Pai. Longe mesmo!
O Coelho Pai deitou o Coelhinho na sua caminha de folhas.
E então se inclinou para lhe dar um beijo de boa-noite.
Depois, deitou-se ao lado do filho e sussurrou sorrindo:
- Eu te amo até a lua...
IDA  E   VOLTA!

Texto de Sam Mc Bratney
Ilustrações de Anita Jeram